Novo desbloqueio para Ps3

Hackers afirmam ter descoberto nova forma de desbloqueio do PS3


A guerra entre hackers e Sony continua. Após a empresa conseguir lançar uma atualização que impede a execução do Jailbreak, um grupo de usuários afirmou ter conseguido superar todos os bloqueios do PlayStation 3.
A declaração aconteceu durante uma palestra batizada de “PS3 Epic Fail”, feita exatamente para expor todas as falhas do console. Os responsáveis pela descoberta – conhecidos apenas como “fail0verflow” – explicaram que conseguiram superar a proteção imposta e que a chave de criptografia privada do firmware já foi revelada, o que permitiu sua modificação.
Com isso, o grupo espera poder criar programas próprios (os chamados homebrews) direto no aparelho, assim como instalar Linux como seu sistema operacional principal. Além disso, eles afirmam que as ferramentas para o desbloqueio completo já estarão disponíveis em meados de janeiro.
Porém, é de se esperar que a Sony não deixe isso barato. Assim como aconteceu quando o Jailbreak foi anunciado, é muito provável que uma nova atualização para o PlayStation 3 esteja sendo lançada nas próximas semanas em uma tentativa de barrar a pirataria.

Matéria-Artigos de Colecionador

O que faz com que uma velharia deixe de ser tecnologia ultrapassada para assumir o status de “item de colecionador”? Embora a indústria de games não pare de se desenvolver, abarcando novas tecnologias e expandindo seu público, existe uma parcela de jogadores que simplesmente resolveu voltar o olhar para o passado dos video games. Com eles cresceu toda uma subindustria regada a muito saudosismo, e que não poupa seus cofrinhos para expandir suas onerosas coleções.
Mas o que justificaria essa busca por aparelhos que, em teoria, foram substituídos porque algo mais avançado apareceu? Para o jornalista Marcelo Tavares, atualmente o maior colecionador de plataformas antigas do Brasil, trata-se de uma oportunidade de revisitar o passado. “Os gamers aficionados tentam resgatar um pouco da sua infância, adolescência e por isso buscam os consoles que lhes permitiram bons momentos no passado”.





Após tantos anos de existência, fato é que a indústria de games tem também hoje a sua própria história. De um sistema que deslumbrava crianças nos anos 70 e 80, hoje os consoles mais modernos abarcam comunidades de jogadores bem menos homogêneas, boa parte delas jogando há várias gerações. “A geração de gamers está envelhecendo. No Brasil a idade média do jogador está próxima de 25 anos. Nos EUA a média salta para 35 anos de idade”, afirma Tavares.
Dessa forma, para celebrar as décadas de história dos games, organizaram-se atualmente diversas comunidades online, fóruns de discussão e leilões que alcançam preços verdadeiramente estratosféricos — o Atari Cosmos, por exemplo, protótipo que nem chegou a ser lançado pela empresa, foi arrematado no Ebay pela bagatela de 19 mil dólares há algum tempo. Mas afinal, como funciona essa mania de celebrar aparelhos e jogos antigos?

Tem que ter caixa e manual!O que vai pela cabeça de um colecionador?



Marcelo Tavares começou a colecionar consoles e jogos aos sete anos de idade. “Comecei com um Atari, depois passei para um Dynavision II, um Phantom System, até chegar ao Mega Drive”. O jornalista possui atualmente 206 plataformas diferentes. Entre os itens, aparelhos das primeiras gerações, consoles mais novos — como Super Nes e Mega Drive — e aparelhos da atual geração.
Entre as maiores raridades da coleção, um Microvision (primeiro portátil a utilizar cartuchos da história), um Channel F (primeiro console a utilizar cartuchos), um Vectrex (aparelho com um monitor integrado) e mesmo um exemplar do catastrófico Pippin — a tentativa frustrada da Apple de entrar no mercado de consoles em parceria com a japonesa Bandai.
Mas com 206 consoles em casa, é possível jogar tudo? “Joguei todos eles, praticamente sem exceção, ao menos uma vez. É claro que sempre há aqueles consoles favoritos, e outros que você liga só de vez em quando”. Tavares garante ainda que pelo menos 90% da coleção ainda funciona perfeitamente. “A grande dificuldade é essa, colocar sempre os consoles em funcionamento para que eles preservem o seu bom estado”.

O prazer de se jogar na plataforma original

O que exatamente constitui um item de colecionador? É claro, em primeiro lugar, a idade de um item. Mas um colecionador que se preze normalmente exige alguns requintes a mais. “Eu coleciono de tudo. Acho que o principal é o estado de conservação do item. Um console ou cartucho vale mais quando tem sua caixa e manual. A Label também deve estar intacta, mas o principal é realmente o bom funcionamento”, afirma Tavares.



Só que todo esse preciosismo tem um preço. O jornalista diz que já extrapolou algumas vezes. “É algo muito relativo, depende de quanto eu tenho para gastar. Posso dizer que já passei do limite algumas vezes por causa da paixão pelos games, a tentação por algo mais raro ou que eu ainda não tivesse”.
Mas, caso você esteja pensando em começar a sua própria coleção, saiba que não basta juntar as peças. É bom também saber conservá-las de forma segura. “O principal é ter um local adequado para guardar tudo. Além disso, para a limpeza de cartuchos ou cds, nada de assoprar, somente álcool isopropílico com uma flanela nova. Os fios de controles eu também evito enrolar para não danificar”.



E, na dúvida, nada melhor do que as embalagens originais. “Sempre que posso, procuro preservar o console como novo, com sua caixa, plástico, manuais, etc.”. Afinal, o seu item de colecionador de hoje pode vir a ser trocado por algo ainda mais raro no futuro.
Expandindo a coleção



Quem quiser expandir uma coleção de jogos e consoles antigos deve principalmente estar preparado para gastar alguns tostões, embora só isso não baste. “Muitas coisas você só consegue em viagens ao exterior, outras você adquire de amigos e conhecidos”. Outra dica é ficar ligado nos sites de leilão, onde se pode encontrar muitas raridades dando sopa — embora com preços às vezes tremendamente inflacionados.
Tavares afirma que o melhor é se manter ligado em diversos canais diferentes. “Existem grupos e comunidades em sites de relacionamento em que a troca de informação é constante e sempre aparecem oportunidades. Isso sem contar as feirinhas que rolam em várias cidades e que às vezes reservam boas surpresas”. O evento Brasil Game Show também é uma boa pedida para quem gostaria de expandir a coleção.

O futuro retrôReedições e jogos retrô que fizeram o passado virar presente

Talvez exista um motivo razoavelmente claro para a recente valorização das gerações anteriores de games. Embora as plataformas atuais ostentem jogos cada vez mais polidos e realistas, uma grande parcela das vendas das gigantes do setor vem de jogos retrô. A WiiWare, por exemplo, lucrou no período de 2007 e 2008 aproximadamente US$ 90 milhões.
Nessas redes existem inúmeros jogos verdadeiramente antigos, como o novo-velho Mega Man IX, e outros com cara de antigo, como o hit  Braid, um dos jogos mais vendidos através da Xbox Live durante 2009. Isso para não falar em games como Geometry Wars — um padrão simples até mesmo para os primeiros consoles.

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Para Marcelo Tavares, os jogos antigos distribuídos nas redes online — tais como os jogos simples que se podem encontrar na Game Room, da XBLA — são uma forma simples de relembrar e curtir o passado, embora não substituam a experiência das plataformas originais. “Jogar um Pac-Man no arcade, um Enduro no Atari 260 não tem preço”.
Na mira dos colecionadores

Pelo menos no Brasil, a maior parte dos colecionadores ainda tem plataformas bem específicas em mente.  Por aqui, valem sobretudo os consoles que tiveram maior apelo popular durante as décadas passadas. “Pelo menos no Brasil, games para Mega Drive, NES e Super NES são muito procurados”.

Isso sem se esquecer da febre relativamente recente em torno do Atari 2600 — versão mais comercializada do console em terras tupiniquins. “Muita gente comprou Ataris antigos para colar na sala de casa; os games para Atari também se tornaram muito procurados”, afirma Tavares — que tem uma réplica gigante de um controle de Atari na sala de estar. Isso sem contar um modelo raro com fonte de madeira, um japonês e “meu cartucho Ms. Pac-Man, ainda lacrado de fábrica”.
Pode ser obsoleto, mas não é barato!Velharias que valem muito dinheiro

Cartuchos raros de Atari. Os primeiros consoles que deram as caras. Computadores que ainda utilizavam fitas em rolo para carregar seus programas. São itens velhos, ultrapassados — pelo menos do ponto de vista tecnológico —, mas que hoje mantêm todo um mercado movimentado por alguns dos colecionadores mais empenhados de que se tem conhecimento. Confira uma pequena lista de raridades abaixo.
Stadium Events (Nintendinho): Stadium Events foi lançado pela japonesa Bandai em 1987, um dos poucos jogos lançados para o tapete Family Fun Fitness. Pouco depois, a Nintendo comprou os direitos sobre o tapete, e o jogo passou a se chamar World Class Track Meet. Existem atualmente 20 cópias do original Stadium Events espalhadas pelo mundo, e recentemente uma foi vendida por US$ 41,3 mil.


 

Air Ride (Atari 2600): Trata-se de um jogo pirata para o saudoso Atari 2600 sobre o qual pouco se sabe — nem mesmo a autoria do game é certa. Aliás “Air Ride” é apenas um apelido, já que o nome do jogo não aparece na caixa. Os preços variam de US$ 1 mil e US$ 3 mil.
Chrono Trigger (Super Nes): Uma cópia completa — caixa, manual e label em bom estado — do clássico RPG do Super Nes pode chegar a épicos R$ 500 em alguns sites de leilão.
Atari Cosmos: Trata-se de um protótipo produzido pela Atari que jamais chegou às lojas. A única vez que foi parar no Ebay, acabou gerando uma verdadeira guerra disputada lance a lance. Acabou arrematado por US$ 19 mil.
Microvision: Trata-se do primeiro video game portátil lançado, e um item bastante raro atualmente. Também é difícil encontrar um em perfeito estado de funcionamento, já que a tecnologia LCD das telas era na época (1979) bastante primitiva e pouco duradoura.
Channel F: O Fairchild Channel F foi o primeiro console a utilizar cartuchos da história. Sem dúvida um tremendo salto para a época, já que antes do Channel F para você ter um novo jogo deveria também comprar um novo console. Entretanto, o sucesso do modelo durou apenas um ano, já que Nolan Bushnell entraria em cena com o seu Atari 2600.

Final Fantasy XIV - Ps3


Você está ansioso pelo novo Final Fantasy? Muita gente ainda nem sequer terminou o último game da série — Final Fantasy XIII — e o próximo título já está virando a esquina. Mas, não se trata de um game comum e sim um jogo multiplayer em massa. Durante a Electronic Entertainment Expo (E3) deste ano, o público conferiu mais novidades sobre Final Fantasy XIV, incluindo a notícia de que o game terá suporte para tecnologia 3D.

Enquanto o tão esperado Final Fantasy XIII Versus não dá as caras, a Square Enix, responsável pela série, insiste um pouco mais no MMORPG da franquia. Ainda existem vários jogadores desfrutando de XI, outro título online de Final Fantasy, e o próximo jogo será muito bem-vindo para esse público. Obviamente, a companhia também deseja cativar mais jogadores.
Mas será que o jogo é bom o suficiente para isso?

Mantendo as raízes

Durante o maior evento de games do mundo o produtor do título, Hiromichi Tanaka, comentou que Final Fantasy XI estava se tornando ultrapassado principalmente em relação aos gráficos. Então, Tanaka disse que estava na hora de realizar um upgrade na franquia. Mesmo assim, quem joga FFXI poderá continuar desfrutando do game, já que a Square Enix pretende manter os servidores na ativa enquanto houver gente jogando.
 A grande novidade exibida na E3, via uma demonstração técnica, foi o suporte para 3D. Até o momento, a Square Enix não havia comentando sobre essa possibilidade e o fato realmente foi uma surpresa para quem estava na feira. Na exibição, conferimos uma demo no porto da cidade de Limsa Lominsa, um local habitado por piratas que fica grudado a um penhasco. É claro que esta cidade conta com uma vista maravilhosa, na qual o jogador pode observar o oceano e notar a qualidade gráfica do título.
Quem já jogou Final Fantasy XI certamente sentirá algumas semelhanças no game. Primeiramente, as raças que habitam o mundo de XIV são bem parecidas com a do jogo supracitado. Essa decisão foi tomada para fazer com que os jogadores se sentissem familiarizados com o novo título.

Mas chega de falar sobre paisagens. Assim como boa parte dos MMORPGs, Final Fantasy XIV terá algumas
dungeons e cavernas. Teremos quests de diversos tipos, e algumas delas podem até ser completadas ao lado de um companheiro humano. As missões variam desde aniquilar vários caranguejos gigantes até encontrar determinados itens.

Trabalhos e classes diferentes

Entre as classes disponibilizadas pelo título, teremos a Miqo’te, uma espécie de mago que conta com feitiços e outras habilidades. O sistema de níveis funciona de maneira diferente neste jogo. Em vez de ganhar pontos de experiência, o jogador sobe de nível de acordo com sua desenvoltura.


Fora isso, FFXIV traz diversos trabalhos diferentes, que são classificados para seu personagem de acordo com suas armas. Existem quatro tipos de caminhos diferentes a serem seguidos, cada um baseando-se em um atributo distinto. Até o momento, pouco se sabe sobre esse sistema, mas mais detalhes devem surgir em breve.

 
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Nos momentos de exploração, o jogador conta com duas posições diferentes. Uma delas é passiva e permite que sua vida se regenere. Nela, seu personagem também corre mais rápido. Quando você puxa sua arma, a segunda posição é acionada. Aqui, sua HP não se recupera automaticamente e seu guerreiro perde um pouco da velocidade. Alterar entre uma e outra não deve ser algo muito complicado, mesmo no PlayStation 3, já que a Square Enix promete uma jogabilidade adequada para os joysticks.

O jogo apresenta uma barra de stamina (resistência) que é consumida conforme você utiliza ataques e habilidades. Quando ela atinge certo nível, você terá de esperar até que possa atacar novamente. Sendo assim, é melhor planejar bem seus golpes para não ficar na mão quando as coisas apertarem.


A experiência em 2D já promete ser bacana. Contudo, é em 3D que as coisas realmente chamam a atenção. O jogador notará que o mundo parece muito mais vivo, permitindo visualizar pequenos detalhes que compõem o cenário e ainda ações dos próprios NPCs, que cortam vegetais, caminham e naturalmente fazem outras coisas.

A data de lançamento oficial de Final Fantasy XIV ainda não foi revelada, mas Tanaka comentou que o jogo deve chegar em algum momento de 2010 no PC e PlayStation 3.

Novo Driver : San Francisco

Driver está de volta e, assim como a maioria dos jogos mostrados durante a E3, as informações que temos até agora suscitam mais perguntas do que oferecem respostas. Afinal de contas, o que encontramos vasculhando a net foram apenas pequenos pedaços de informação esporádica, referentes às mais variadas facetas do jogo — o que nos faz ficar ainda mais curiosos a respeito do resto.

O óbvio

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O jogo se passa em São Francisco, Califórnia. Mais óbvio, impossível. Mas o interessante é que todos os prédios importantes da metrópole serão reconstruídos — embora não exista uma réplica exata de todas as construções. Ou seja, a famosa ponte da cidade estará presente, mas talvez aquele consultório odontológico em uma ruazinha escondida não seja encontrado.
Realismo que é ainda mais exacerbado nos carros: desta vez, Driver terá veículos licenciados, uma novidade na franquia. Finalmente, como já foi dito, este capítulo é um retorno às origens. Isso significa que toda a jogabilidade é contida dentro dos carros, personagens familiares retornam — Tanner é o protagonista, mais uma vez — e o objetivo é resgatar a experiência do game original da série.

As mudanças

A modificação mais óbvia é, sem dúvida, a impossibilidade de sair do carro. Nada de andar pelas ruas, nada de atividades extras. Como o próprio nome do jogo diz, sua função é dirigir — e só. O caminho inverso dos games mais recentes da franquia, mas que deve agradar àqueles que foram atraídos pela proposta inicial da série.
Como diversificar as opções de jogo, então? Os desenvolvedores escolheram um caminho delicado — cujo resultado só ficará inteiramente claro depois do lançamento. Para entendê-lo é preciso analisar a trama de Driver: San Francisco.

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Situada alguns meses após os eventos de Driver 3, a história segue o caminho previamente exposto: Jericho atira em Tanner. Agora, no contexto atual, o protagonista está em coma — o detalhe é que não sabe disso. Consequentemente, o desenrolar dos acontecimentos é fruto da imaginação dele, incluindo os “poderes” que possui.
Poderes? Exatamente, e um em especial: chamado de Shift, ele permite que o protagonista mude de carro instantaneamente; como se estivesse assumindo a identidade dos motoristas daquele veículo. Isso significa que poderá receber missões a completar (opcionalmente) ao entrar em um carro diferente. Tomar o controle de um carro de polícia, por exemplo, pode proporcionar uma missão na qual o objetivo é perseguir um suspeito.
Esse ponto é essencial para o entendimento do game. Tanner passa a ser, após a introdução da mecânica Shift, uma espécie de espírito que possui os motoristas dos carros. Assim, é possível entrar literalmente na vida da pessoa — e outros personagens, como alguém sentado no banco do passageiro, vão dialogar com ela como se nada tivesse acontecido. Algo que certamente será divertido quando o cidadão começar a dirigir o carro feito um alucinado.
O que vai acontecer, sem dúvida alguma. Isso porque, ao mesmo tempo em que várias novidades acrescentadas ao longo da série foram cortadas — como andar a pé —, características antigas retornam. Logo, o modelo de física do jogo ganhará bastante atenção e a jogabilidade será algo bem trabalhado para lembrar o sucesso do primeiro título da franquia.

A surpresa

Multiplayer. Poderíamos resumir tudo apenas nessa palavra, mas não custa elaborar. A mecânica Shift presente em Driver: San Francisco será utilizada em toda sua extensão na hora das partidas com vários jogadores — que poderão ser jogadas em tela dividida ou através de um modo online que ainda não foi revelado em detalhes.

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O modo demonstrado durante a E3 chama-se Trailblazer, e nele existe um carro fazendo um determinado trajeto pela cidade com duas luzes que deixam rastros atrás de si. O objetivo dos usuários é perseguir o veículo tentando imitar ao máximo o traçado realizado. Algo que, definitivamente, representa bem o tipo de experiência que os desenvolvedores estão tentando criar.
O game será lançado no final deste ano, para PC, PS3 e X360. Haverá também uma versão para Wii, que aparentemente será diferente da encontrada nas outras plataformas.

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Data de lançamento: 29 Junho 2010

Gran Turismo 5 - Ps3


Ciclo dinâmico entre dia e noite, sistema de danos e pistas inéditas são os assuntos da E3

Nesta terça-feira, durante a conferência da Sony na E3 2010, todos fomos surpreendidos com um breve trailer de Gran Turismo 5. É claro que esperávamos por demonstrações completas e uma chuva de detalhes, mas aqueles poucos segundos mostraram duas das coisas que mais queríamos.
A primeira delas foi, obviamente, a data de lançamento, agora oficializada como 02 de novembro deste ano (inclusive para o Brasil). Kazunori Yamauchi, o idealizador da franquia, confirmou que desta vez eles conseguirão cumprir os prazos.
Já o segundo detalhe pegou todos de surpresa: o vale de Toscana ganhou vida e foi aos poucos passando do belo tom dourado do fim de tarde para a escuridão de uma noite estrelada. Os últimos raios do sol brilharam pela vegetação, criando um efeito espetacular. Sim: a passagem do dia para a noite é dinâmica e deve valer para muitos dos circuitos.


Iluminando o caminho
À medida que a noite cai, as luzes são imediatamente ativadas, criando duas faixas iluminadas à frente do carro, como esperado. A visibilidade torna-se progressivamente menor, exigindo observação do traçado e cuidado em cada curva. Os céus passam de um tom avermelhado para azul escuro, mostrando estrelas por todos os cantos.
Mais interessante que a própria passagem do tempo é o fato de que o sistema de iluminação afeta praticamente tudo no cenário, incluindo as partículas de poeira que são deixadas para trás. Uma vez ativados os freios, o que surge na tela é uma névoa avermelhada, que causa um efeito impressionante, ainda que um tanto exagerado.


A passagem do tempo pode ser regulada livremente, o que explica a transição brusca presente na demonstração nos estandes da E3. Na versão final será possível sincronizar o horário virtual com o real, criando corridas emocionantes em provas como Le Mans.
O público e os arredores do circuito sentem a passagem das horas. Durante o dia circuitos como Nurburgring são verdadeiros festivais de espectadores, com direito a tendas coloridas e muita fuzarca. Com a chegada da noite as pessoas vão aos poucos se preparando para comer ou dormir, seguindo para suas barracas. Como observado em tom descontraído por Kazunori, é possível sentir o cheiro de churrasco quando se compete no local, mas infelizmente eles não puderam replicar isso no console.
Uma lista impressionante de veículos
Apesar das inúmeras variações dentro de uma mesma família de veículos, é no mínimo impressionante o número de carros que serão disponibilizados em Gran Turismo 5: mais de 1000 ao todo, incluindo todos aqueles vistos em títulos passados, como Gran Turismo 4 e a versão para o console portátil da Sony.

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As máquinas serão divididas em duas categorias básicas: Premium e Standard. Aquelas que se enquadram na primeira foram modeladas com o máximo de atenção aos detalhes, representando todas as curvas e peças encontradas nos carros de verdade. Isto é válido para os interiores, que poderão ser visualizados em detalhes pelos jogadores.
Nas pistas, os carros desta categoria apresentarão dano em tempo real, com os tradicionais rasgos na pintura, quebra de componentes (a Sony afirmou que eles podem ser desmontados, pedaço por pedaço) e diferenciação entre luz alta e baixa. Isto servirá para que, em eventos noturnos, o jogador possa iluminar melhor o trajeto ou sinalizar a ultrapassagem a um competidor que se encontra à sua frente.
Nem todas as novidades são boas
Em contrapartida, os outros 800 carros da categoria Standard são modelos “básicos”, no sentido de que foram reaproveitados dos jogos anteriores e aprimorados até chegarem aos padrões de qualidade permitidos pelo PlayStation 3. Isso significa que o nível de detalhes deles é bem mais baixo.

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O problema torna-se visível com um pouco de observação, já que os faróis não são realmente modelados em 3D. As texturas também são mais fracas e a própria iluminação da superfície sofre com a adaptação, exibindo contornos imperfeitos nas ligas entre as partes do chassi.
Tais veículos possuem apenas a iluminação padrão pelos faróis, além de não terem qualquer modelagem interna. Sim, cerca de 800 carros estarão presentes sem visão interna com volante... Mas isso ainda pode mudar, já que Yamauchi estuda soluções alternativas, como um interior padrão.
Qualidades em comum
Apesar da notícia realmente desanimadora, muitas das boas novidades valem para as duas categorias. Em primeiro lugar, todos os veículos acumularão poeira, terão luzes de ré funcionais e buzinas funcionais. O dano mecânico é global, ainda que sua presença possa ser regulada pelo jogador em cada evento. Isto significa que mesmo que os carros básicos não se desmontem, eles apresentarão uma série de perdas em desempenho
.
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O sistema de colisão foi revisto e está mais realista do que nunca. Uma batida entre carros resulta quase que invariavelmente na perda do controle. Em casos mais severos (e em alta velocidade) haverá até mesmo a possibilidade de capotagens, algo já implementado em Forza Motorsport 3.
Modalidades automobilísticas de peso
Gran Turismo 5 trará as modalidades WRC e Nascar para a franquia, ainda que o desenvolvimento das competições não tenha sido detalhado. Tratando especificamente de Nascar, haverá mais de nove carros licenciados, os quais propiciarão acidentes catastróficos na pista, com deformação da lataria.
Na hora das paradas nos boxes, toda a equipe se mobilizará para realizar o reabastecimento e a troca dos pneus. O processo foi recriado com extrema fidelidade e as animações dos personagens já impressiona.
Circuitos urbanos ou montanhosos
Até pouco tempo atrás, a informação oficial era que Gran Turismo 5 chegaria às lojas com mais de 70 variações de percurso, ao longo de vinte locais diferentes. Ainda hoje pela tarde, Jeff Rubenstein postou no blog oficial da Sony (em resposta a um comentário) que já existem mais de 40 localidades diferentes, garantindo um total de mais de 100 formatos de pista.

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Nurburgring, por exemplo, será retratada em sua plenitude (todas as variações de percurso), com direito a atualizações da imagem do asfalto até que o jogo esteja pronto. Os únicos materiais que passarão por cortes são aqueles considerados como obscenos. Como Yamauchi disse que o número de circuitos ainda não havia sido finalizado, é provável que ele aumente até o lançamento.
Mas deixando de lado as especulações e voltando à E3, vimos pela primeira vez diversos circuitos, tais como Roma, com suas curvas agudas no asfalto da cidade, árvores em alta qualidade (talvez o elemento mais criticado na série) e o belo coliseu ao fundo. Curso Del Sol (em Madrid) traz uma das retas mais longas do jogo, a qual é seguida de uma curva extremamente fechada que testa os limites dos pilotos.  
Amantes de rally podem apreciar Toscana, que já havia sido mostrada brevemente nos trailers antigos. A pista de pó é lisa e propicia uma dose enorme de desafio, que é recompensada com o mais belo anoitecer do jogo.
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Outro circuito que merece destaque é o “Test Track”, ou pista de testes, construída e utilizada especialmente para o programa Top Gear, da rede BBC. Há uma parceria entre as empresas, já que até mesmo o piloto Stig foi reproduzido. Nos replays, os mesmos filtros e ângulos de câmera foram adotados, criando um verdadeiro espetáculo.
Confraternização e disputas online
Como prometido desde os tempos em que o projeto ainda era chamado de “Gran Turismo HD”, o game chegará ao mercado com muitos recursos no que diz respeito ao online. Em primeiro lugar vêm as corridas personalizadas, agora com a possibilidade de definição de regras e outras características do evento.
Amigos poderão se reunir em salas fechadas, indo direto para a competição ou simplesmente se divertindo pelas pistas, sem disputa por colocações. Melhores tempos, técnicas de drift e outras questões podem ser compartilhados. Existirá também um modo para espectadores — pelo qual será possível visualizar os melhores do mundo disputando em tempo real.
Uma nova dimensão
Seguindo a estratégia da Sony, o projeto da Polyphony Digital oferecerá aos jogadores imagens estereoscópicas em 3D. O jogo foi totalmente convertido (algo relativamente fácil pelos comentários dos desenvolvedores, já que o jogo já rodava a 60 quadros por segundo) e é exibido em resolução Full HD.

Img_originalAinda não sabemos se o escalonador horizontal interno do console está sendo utilizado, mas é inegável que isso é uma verdadeira conquista, dada a demanda de processamento para a obtenção do efeito e a qualidade gráfica atual do jogo.
Nos estandes da Sony, além do 3D, Gran Turismo 5 ainda utiliza a PlayStation Eye para realizar o que é chamado de “head tracking”, técnica que usa a câmera para identificar o deslocamento da cabeça do jogador e reproduzir a ação na tela. Na prática isso significa que com uma breve virada de pescoço você pode apreciar todos os cantos dos interiores dos veículos.
O show completo vem em agosto
Em seu atual estado, Gran Turismo 5 já ocupa um disco de Blu-Ray (com dupla camada) praticamente por completo. Agora, a equipe trabalha firme para tentar incluir mais conteúdos — tais como carros da categoria Premium —, reduzir os tempos de carregamento e dar os retoques finais na questão dos gráficos.
Os fãs da série devem aguardar pela chegada do mês de agosto, no qual teremos a GamesCon e a divulgação completa de todos os segredos do quinto grande episódio da franquia.
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