Prévia - Soldner X2 : Final Prototype - Ps3

Soldner é aquele tipo de diversão simples e intuitiva capaz de segurar qualquer tipo de jogador por horas a fio em frente ao console. O estilo não poderia ser mais clássico: avanço em side-scroller, ambientes em 2D, tiros ininterruptos e dezenas de abominações para se destroçar dentro do tempo limite. É claro, ao final, existe ainda a abominação mor: o chefe da fase. Complementando a fórmula, dezenas de armas, canhões e power-ups. Foi exatamente esta fórmula que fez de Söldner-X: Himmelsstürmer um sucesso no PS3. Dessa forma, tudo leva a crer que Söldner-X2 Final Prototype também deva garantir o seu quinhão quando der as caras na PSN durante o primeiro trimestre do ano que vem. Mas espere, isso não significa que seja o mesmo jogo. Vamos aos detalhes. Tudo bem, a história realmente não é o ponto central aqui. De qualquer forma, em Final Prototype você vai retornar para Gota IV como parte da força de defesa Söldner-X. A ideia permanece mais ou menos a mesma do título anterior: salvar a Humanidade de um mal terrível — anteriormente havia sido um vírus mortal, portanto faça as suas apostas — que consome todas as formas de vida sobre o planeta Terra. Na linha de frente dos exércitos, todo o tipo de sujeito: desde os membros das forças oficiais, até mercenários.
Livre a Humanidade do vírus mortal... ou de algo bastante semelhante!
Segundo a desenvolvedora SideQuest Studios, agora existirão duas naves padrão à disposição “mais uma nave que poderá ser desbloqueada”. É de se imaginar se poderia ser alguma das naves presentes no primeiro jogo — é claro, isso é só uma aposta. Cada nave terá características únicas e também um arsenal particular. Söldner-X 2 ainda traz sete fases exclusivas, cada qual com o tradicional chefão. Entre elas, aparecem Underwater Worlds, Ice Cave, Tunnel Worlds e Space — além destas, conforme afirma o release de imprensa, “outros cenários mortais”. Além disso, diversos bônus secretos devem estar presentes, incluindo o que a desenvolvedora chama de “tributo a Söldner-X: Himmelsstürmer. Dificuldade e conteúdos a la carte Uma das maiores novidades em Söldner-X 2 é uma espécie de dificuldade dinâmica. Funciona mais ou menos assim: de acordo com o seu rendimento durante as fases, o jogo pode ficar mais ou menos difícil. Em suma: quanto maior a sua pontuação durante uma fase, mais difícil vai se tornar o jogo. Mas, é claro, essa não é a única “premiação” que o jogo confere a quem tiver um pouco mais de habilidade. São previstos também diversos troféus — mais fáceis de se conquistar, segundo menciona a desenvolvedora. Além disso, para além do título em si, são previstos conteúdos como trilha sonora, livros táticos (distribuídos através da PSN) além de conteúdos para download diversos. Audio e gráfico melhorados Termine bem a fase para ostentar um bom rankingPara acompanhar o alto nível de adrenalina que é típico da série, Söldner-X 2 conta uma trilha sonora bastante adequada. Além disso, a julgar pelo material liberado até o momento, os gráficos também apresentam um considerável “upgrade” em relação a Himmelsstürmer — que agora ostentam um belo “background” em 3D. A resolução também não deixa a desejar: 1080p. Também o painel de informações disposto na tela do jogo parece agora muito mais intuitivo. Visivelmente colocados, aparecem o power-up em utilização no momento e também uma letra que identifica o seu ranking em tempo real — ao final de cada fase, você ganhará uma qualificação com base nesse ranking. Enfim, para quem gostava da fórmula simples e intuitiva de Söldner-X: Himmelsstürmer, então talvez dar uma olhada em Söldner-X 2: Final Prototype possa ser uma boa ideia. O título tem lançamento programado para o primeiro trimestre de 2010. Aguarde novidades aqui no Só Playstation

Prévia - Batman Arkhan Asylum 2 - Ps3

Embora o vídeo de Batman Arkham Asylum 2 divulgado durante a última edição da VGA tenha deixado muita gente em polvorosa, fato é que não se sabe quase nada até o momento. Quer dizer, sendo bastante prático, é possível saber no momento simplesmente que o agora convalescente Coringa está de volta (o que é ótimo, é claro) juntamente com a sua fiel escudeira a Arlequina. Sabe-se também que, aparentemente, Arkham não é mais o único reduto de alienados superpoderosos. Isso porque toda a patota derrotada pelo Homem Morcego parece agora ter ganhado as ruas de Gotham City. Mas espere, será mesmo que são apenas os inimigos do primeiro Arkham Asylum que pululam pelas ruas da funesta cidade? Talvez não. Abordando o vídeo da VGA por um viés mais, digamos, subjetivo (embora nem tanto), é possível encontrar diversos indícios de supervilões — e outros nem tão “super” assim — aqui e ali, conforme chamou a atenção um post do site Ripten.com. Em suma, olhares mais atentos conseguiram colher dicas de que Arkham Asylum 2 pode estar muito mais locupletado de sociopatas do que se poderia dizer a princípio.
Entre os mencionados até o momento — lembre-se, são apenas palpites —, aparecem o Pinguim, o Duas Caras, a Mulher Gato, o Máscara Negra, o famigerado (e um tanto desconhecido) Ladrão das Sombras e até mesmo o Chapeleiro Maluco. Vamos aos detalhes que motivaram essas conclusões internet afora. Pinguim Em primeiro lugar, a construção que ostenta a placa “ICEBERG” — em um dos primeiro momentos do vídeo, na fachada de um prédio. Conforme consta no já mencionado post, a primeira inclinação é a de assumir que poderia se tratar do Sr. Frio. Entretanto, conforme é lembrado por um dos usuários do site, pode bem ser uma estrutura controlada pelo Pinguim. Enfim, eis a teoria.
Façam suas apostas: Sr. Frio ou Pinguim
Máscara Negra e Duas Caras Em dado momento do vídeo, surge ainda a placa Sionis. Bem, basta lembrar que o nome real do Máscara Negra é Roman Sionis e, pronto; mais um vilão inédito no forno. Em relação ao famigerado Duas Caras, a evidência é um tanto mais sutil: repare no pôster estilo “Procura-se” que desponta rapidamente durante um trecho. Ao ampliar, é fácil perceber que o bom e velho Harvey Dent também pode dar as caras em Arkham Asylum 2.
Duas Caras? É provável...
Mulher Gato Outro momento traz ainda um gato (uma gata?) esgueirando-se pelo cenário desolado do vídeo, terminando então por empoleirar-se sobre uma escada. Enfim, nenhum exercício maior de interpretação aqui: as apostas vão todas para a tremendamente batida Mulher Gato. Ladrão das Sombras Por fim, num claro esforço para encontrar fios de cabelo em um ovo, um usuário do site Ripten.com enxergou nas sombras que se movem em um dado momento do vídeo a possível indicação de que o famigerado Ladrão das Sombras também pode estar presente. Cá entre nós, pode muito bem ser apenas uma sombra se movendo sobre a parede — já que uma viatura de polícia ilumina o local no mesmo momento. Chapeleiro Maluco Por fim, aparece uma placa: “IDEAL HARDWARE”. Ok, force um pouco a sua imaginação aqui. Há quem diga que isso indica que também o Chapeleiro Maluco pode integrar o rol de vilões de Arkham Asylum 2. Afinal, conforme consta na definição da Wikipedia, “[o Chapeleiro Maluco] é um neurocientista insano que desenvolve equipamentos para controle do cérebro e indução de estados hipnóticos, e frequentemente utiliza chapéus e outros adereços para a cabeça como forma de controlar a mente”. Mas, é claro, outros indícios podem ainda estar escondidos, e também algumas das apostas acima podem ser completamente equivocadas. Assim, quem estiver afim de um exercício adicional de interpretação e de um teste sobre conhecimentos obscuros sobre quadrinhos... Boa sorte. Batman Arkham Asylum 2 ainda não possui data de lançamento. A bem da verdade, até o momento sequer foram mencionadas possíveis plataformas — embora realmente não pareça improvável considerar PC, PS3 e Xbox 360, todas agraciadas com o primeiro jogo. Aguarde novidades aqui no Só Playstation.

Prévia - Sakura Wars - Ps2

Lançado originalmente para o PlayStation 2 em julho de 2005 — somente no Japão — Sakura Wars: So Long, My Love foi o quinto título da popular franquia de jogos de estratégia e ação inspirada na famosa série de animes/mangás Sakura Wars (ou Sakura Taisen, no original japonês). Agora, o título finalmente chega ao ocidente, fato que também marca a estreia da franquia no continente Americano com algumas novidades e a mesma jogabilidade patenteada que tanto conquistou fãs nas terras nipônicas.
Adeus, meu amor! Como esta é a primeira edição da série a chegar à América, Sakura Wars: So Long, My Love muda um pouco a ambientação da linha, desenvolvendo a sua trama nos Estados Unidos e mostrando as desventuras de um novo protagonista. Uma samurai texana? Ambientado em um universo alternativo na qual a cidade de Nova Iorque, dos anos 1920, é ameaçada por um terrível exército de demônios. A trama acompanha o jovem alferes, Shinjiro Taiga, que é convocado para liderar uma tropa de guerreiros contra as hordas invasoras. Como nas outras edições, os personagens possuem duas vidas, como integrantes de um grupo musical e militares na luta contra forças demoníacas. O título traz seis personagens Shinjiro Taiga — o protagonista —, é um alferes convocado do Japão para liderar as forças de defesa contra a invasão demoníaca e sobrinho do Capitão das Forças de Assalto Imperiais, Ichiro Ogami. Ao seu lado estão Gemini Sunrise, uma bela samurai do Texas; Cheiron Archer (Sagiitta Weinberg na versão japonesa), uma ex-ladra que se transformou em advogada; Rosarita Aries, uma caçadora de recompensas mexicana; Diana Caprice, uma enfermeira e ornitóloga que por conta de uma grave doença ficou paralítica; e Subaru Kujo, uma jazzista e antiga integrante da Star Division da Europa. Diferente, mas com alguma coisa em comum A franquia de jogos Sakura Wars é reconhecida pelo seu sistema narrativo baseado na simulação. As interações dos personagens são elementos majoritários no desenvolvimento da história, que nunca segue o mesmo curso de eventos, sendo que as suas respostas determinam as ações de seus companheiros e o próprio desfecho da história. O sistema de combate também é interessante e divide-se em duas partes; embates terrestres e aéreos. As lutas no solo utilizam grandes “mechas” — os tradicionais robôs gigantes —, que se convertem em caças à jato para as batalhas nos céus. O jogo oferece duas modalidades: Adventure Mode e Battle Mode. No modo Adventure, Shinjiro Taiga é controlado através de uma perspectiva de terceira pessoa e pode movimentar-se por toda Nova Iorque. Porém, os outros personagens também podem acompanhá-lo conforme ele navega através da cidade. Sakura Wars: So Long, My Love conta com os tradicionais Live & Interactive Picture System, ou LIPS. Nesse sistema sempre que um evento é desencadeado o jogador deve optar por um curso de ação — dentro de um limite de tempo. A dinâmica do sistema LIPS é constituída por quatro formatos. O Normal LIPS oferece escolhas rápidas entre uma série de opções; Analog LIPS, atrelado ao controle de uma barra de energia; Double LIPS, que concede um tempo maior para que o jogador faça a sua escolha; e Stick LIPS, no qual o jogador deve manipular o manche analógico conforme ordenado. Essas interações irão determinar o seu “nível de confiança” junto ao seu esquadrão da Star Division, esse nível é demonstrado através dos “trust points”, que aumentam ou diminuem conforme suas ações dentro e fora de combate. Sakura Wars: So Long, My Love deve chegar ao ocidente no dia 23 de março de 2010, com versões para o PlayStation 2 e, pela primeira vez, Nintendo Wii.

Análise - Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned - Ps3

Borderlands: Zombie Island of Doctor Ned - Beaty and the Beast
Quando assisti ao primeiro trayler de Borderlands , e li algumas matérias a respeito do jogo, gostei muito , e como podem ler pela análise feita, foi um jogo que surpreendeu e ainda me mantém ocupado nos dias que correm. Para tornar tudo isto melhor, Borderlands recebeu agora o seu primeiro DLC (conteúdo por download) com o nome Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned. Mas será que vale a pena visitar esta nova zona de Pandora? Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned, é tal como o nome indica, uma expansão dedicada aos melhores amigos dos nossos miolos. O que acontece aqui, é que o irmão do doutor Zed, que conhecem na aventura original, o doutor Ned, desencadeou através das suas experiências um holocausto zombie, que infectou toda a população da pacata ilha de Jakob’s Cove, transformando-a no local ideal para habitar zombies, frankesteins, aves necrófagas e até WereSkags (não sabem o que é? Então não vou ser eu que vou estragar a surpresa).
Borderlands: Zombie Island of Doctor Ned - Bem vindos a Jakobs Cove
O bom de ver, é que o humor usado em Borderlands continua presente em Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned. Desde a chegada à ilha até ao fim das missões disponíveis, existem várias referências a filmes de terror e até piadas referentes a personagens do próprio universo de Borderlands que vão te fazer rir durante os intervalos das matanças. Um pouco por toda a ilha existem vários megafones ligados a um sistema de aviso automático, onde são passadas informações sobre como agir perante a infestação zombie e até o Claptrap desta zona parece ter bebido uma boa dose de bebida espirituosa, tornando quase todas as falas de Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned, numa diversão enorme. Mas quem está para poucas brincadeiras, são os ex-habitantes de Jakob’s Cove. Os antigos trabalhadores da empresa de armamento de Borderlands, foram gradualmente transformados em zombies e agora infestam quase toda a extensão da ilha. Vão poder encontrar vários tipos de aberrações, que inclui o zombie típico, os Delfiers, que cospem muco que te torna mais lento e faz perder a visibilidade, os zombies suicidas, os Tankensteins, bestas enormes com referência explícita ao monstro Frankenstein, zombies rastejantes sem pernas, entre muitos outros desejosos de provar um pouco da sua massa cinzenta. Apesar de não ser um grande fã de zombies, em Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned, estes inimigos são muito bem-vindos e oferecem um bom desafio, além de proporcionarem divertidas situações de urgência ao rodearem-nos em grande número. (Left 4 Dead, alguém?).
Outra coisa bastante positiva em Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned, é a mudança de ambiente. Jakob’s Cove é uma ilha envolta numa aura tenebrosa e pouco confortável que assenta que nem uma luva no tema de terror do jogo. Vão poder visitar a aldeia, a casa da árvore do Doutor Ned, a colina do hospital, a zona industrial e ainda o moinho. Todas as áreas são ligeiramente diferentes entre si e aqui começa a perceber-se que o motor gráfico de Borderlands é mais competente do que
Borderlands: Zombie Island of Doctor Ned - O hospital no topo da colina
parecia à primeira vista. Além do mais, existem vários pormenores em todas as áreas, como campas, abóboras de Halloween, árvores decrepitas, corpos semi-devorados, entre muitas outras coisas, Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned é um passo muito positivo e antecipa que podemos ver no futuro ambientes bastante diferentes de toda a zona árida de Pandora. Passando ao áudio, podem contar com um bom trabalho no departamento de voz, mais uma vez suportada pelos hilariantes monólogos das personagens, a zona de Jakob's Cove de Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned recebeu um lote de novas músicas, embora sejam pouco variadas, a música perturbadora que acompanha toda a aventura é sempre a mesma, mudando quando entramos numa masmorra ou lutamos conta os zombies ou bosses, não está mau, mas poderia ter havido bem mais variedade, de resto, os sons continuam os mesmos, tanto para as armas como personagens. Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned, é um jogo bem composto, e apesar de não oferecer muito material novo e até alguma espécie de evolução dos níveis da personagem, ainda têm uma duração considerável, tendo mais de 8 horas de duração com todas as missões feitas, e isto é o tempo comum para um jogo de ação normal.
Borderlands: Zombie Island of Doctor Ned - The house of Ned
Tal como sucedeu com as várias expansões de Fallout 3, parece que a Gearbox está a dar um bom rumo a Borderlands, Borderlands: The Zombie Island of Doctor Ned é o primeiro grande exemplo disso mesmo e não será o último. Não é dos melhores DLC que já vimos, onde GTA 4 rouba a coroa, mas é sem dúvida dinheiro bem empregue.

Prévia - Novo Medal of Honor -

Medal of Honor
A Electronic Arts (EA) anunciou, oficialmente, o regresso da sua franchise de guerra, Medal of Honor. No entanto, tal como fez Call of Duty com Modern Warfare, chega agora a vez da companhia trazer a série para os tempos atuais. Neste novo título, o jogador será transportado para o Afeganistão moderno, com a promessa de ser "a experiência de guerra moderna mais autêntica" do Outono de 2010. De acordo com a EA, o soldado que se pode ver na imagem divulgada é um 'Tier 1 Operator', "alguém relativamente desconhecido sob o controle direto da National Command Authority, que aceita missões que mais ninguém consegue resolver." Os jogadores poderão, assim, "calçar os sapatos destes guerreiros e aplicar as suas capacidades únicas num novo inimigo, nas condições mais impiedosas e hostis do presente campo de batalha afegão." O jogo, apelidado apenas de Medal of Honor, está a ser desenvolvido pela EA Los Angeles (single player) e pela DICE (multiplayer). Temos que esperar para ver se consegue ser mais "autêntico" que o rival Call of Duty: Modern Warfare 2 e que o seu "irmão" Battlefield: Bad Company 2

Especial - Sistema de classificação etária dos games

Você conhece este selo?Provavelmente, seus pais já disseram a seguinte frase: “Esse jogo é muito violento”. Esta fiscalização é algo extremamente comum, muitas vezes útil para a formação dos cidadãos dentro de uma sociedade. Entretanto, existem limites. Muitas vezes, a censura é totalmente desnecessária e até mesmo infundada. Assim como para as ações de nossa vida, também existem órgãos que são responsáveis pela fiscalização do entretenimento que chega aos lares. Talvez um dos exemplos mais palpáveis seja a classificação de filmes e programas para TV. Há alguns anos, a televisão brasileira abraçou completamente esta fiscalização e, logo no início dos programas, nota-se a classificação etária. Mas, obviamente, os video games não ficam de lado. Pensando nisso, só Playstation resolveu publicar este especial para informar um pouco mais como funciona a classificação etária em nosso país e no exterior. Além disso, selecionamos alguns games que contam com classificações contestadoras. Vamos lá!
O início de tudo
Bem, durante os primórdios dos video games, a fiscalização era praticamente inexistente. Sendo assim, era comum ver alguns jogos realmente picantes ou com propostas totalmente aéticas. Um dos casos mais famosos é Custer’s Revenge, lançado para Atari 2600 em 1982. Como muitos sabem, neste game, o General Custer tinha de se vingar dos indígenas norte-americanos, desviando de ataques até alcançar uma moça do outro lado da tela. Mesmo deixando bem claro na capa que se tratava de um jogo para adultos, houve uma controvérsia gigantesca. Tudo isto porque Custer e a índia apareciam completamente nus no jogo e, quando o personagem atingia o objetivo, era exibido um ato sexual “pixelizado”. Este não era o único título que chamava a atenção de pais e certas entidades. Mas, somente após quase uma década um grupo decidiu dar um basta nas desenvolvedoras sem escrúpulos. A decisão foi criada graças ao alarde gerado por dois jogos: Night Trap e Mortal Kombat. Nascia a ESRB.
Quem não se lembra de Mortal Kombat?
Entertainment Software Rating Board
Certamente, você deve conhecer este órgão, que deixa sua marca em todos os jogos de origem estadunidense. Mas, conforme mencionamos, seu surgimento deve-se aos jogos citados anteriormente. Mortal Kombat dispensa comentários. Neste jogo de luta, a brutalidade era intensa, com sangue, decapitações e desmembramentos por toda a parte. E, como o game foi aclamado pelos jogadores e crítica, resolveu-se tomar uma decisão para evitar que jogos como este caíssem na mão de crianças. Mas, vale ressaltar também o mencionado Night Trap. Provavelmente você nunca ouvir sequer falar deste game. Trata-se de um jogo no estilo FMV, no qual são exibidos filmes e o jogador controla a cenas através de comandos específicos, como num filme interativo. Lançado em 1992 para o saudoso Sega CD, o game da Digital Pictures contava com um elenco de atrizes e atores jovens, e trazia uma espécie de filme de terror para os videogames. O jogador assumia uma espécie de diretor, que tinha de comandar as cenas e gerar armadilhas que poderiam alterar permanentemente o curso dos participantes. O objetivo era proteger as jovens de terríveis e misteriosos homens que roubavam sangue humano com uma máquina assustadora. Durante a jornada, ocasionalmente ocorriam mortes. E, quase que como nos filmes de terror, mas de modo muito mais “light”, havia momentos de desespero e até agonia. Diversos personagens falecem de modo quase brutal, atacados pelos “homens de preto” e suas furadeiras que coletam sangue. Há uma cena em especial em que uma das personagens é atacada no banheiro. Esta parte do game ficou marcada na história, pois foi constantemente debatida por políticos e formadores de opinião da época. Mas, se observamos o clipe nos dias atuais, notamos facilmente que não havia praticamente nada de tão impressionante, pelo menos em relação aos padrões desta geração.
Esta cena, assim como o produto da Midway, Mortal Kombat, levou um grupo de pais a criar a famosa ESRB, que ainda atua no mercado como um dos principais órgãos de classificação do universo dos games. Depois do surgimento desta companhia, as desenvolvedoras passaram a tomar mais cuidado com seus games, pois, obrigatoriamente, todos os jogos seriam enviados ao órgão para análise. Basicamente, as softhouses enviam cópias ou vídeos de seus jogos para a ESRB, que assiste e analisa para julgar qual classificação é a mais adequada. Ao todo, existem seis tipos de selos diferentes, variando desde Everyone (Livre) à Adults Only (Somente para Adultos). Em países como os Estados Unidos, a fiscalização é rígida. Lojas de games são proibidas de vender jogos com classificação que não condiz à idade do comprador. Isto é regra, e, caso seja descumprida, pode levar a multas catastróficas. E, depois de classificados, todo o material relacionado aos jogos deve conter o selo da ESRB, como comerciais, pôsteres e outras mídias. Para evitar que muitos de seus jogos fiquem nas prateleiras — aguardando até que uma parcela do público os adquira — as desenvolvedoras muitas vezes acabam deixando o jogo “mais leve” depois de receberem uma classificação. Se um jogo é classificado como Mature (Somente para maiores de 17 anos), por exemplo, algumas softhouses preferem retirar ou alterar alguns elementos para que ele se encaixe no padrão dos jogos Teen (Adolescentes maiores de 13 anos). Malandragem Um dos exemplos mais famosos é Grand Theft Auto: San Andreas, que recebeu classificação máxima da ESRB: Adults Only (Somente para maiores de 18 anos). Vale ressaltar que nenhuma das três grandes marcas de console — Sony, Nintendo e Microsoft — permite que jogos com esta classificação sejam lançados em seus consoles. O grande problema para a Rockstar North, responsável pelo game, surgiu quando o minigame intitulado Hot Coffee foi descoberto. Trata-se de uma modificação que acabava revelando cenas de sexo dentro do jogo, em momentos em que, subjetivamente, o personagem namorava. Com isto, a companhia teve de tomar diversas providências, retirando a possibilidade de executar este minigame, que já estava presente no game, e lançando uma nova versão do jogo.
E no Brasil?
No Brasil, os jogos são classificados pelo Ministério da Justiça. Obviamente, como o país ainda vive muito da importação, alguns títulos chegam ao nosso país com o selo da ESRB. Entretanto, quando os games são produzidos aqui, é possível notar as estampas que indicam a classificação etária de cada game. O DJCTQ (Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação) começou a classificar jogos em 2002. Em 2004, o órgão já havia classificado mais de 2,1 mil jogos eletrônicos, seja para computadores ou consoles. Se você deseja saber quais títulos foram filtrados pelo DJCTQ, basta acessar o site oficial clicando aqui. Confira abaixo as informações sobre cada um dos selos de classificação do DJCTQ: LivreLivre para todos os públicos O filme e/ou programa de TV pode ser assistido por qualquer pessoa e não possui conteúdo inapropriado.
10 anosNão recomendado para menores de 10 anos O filme e/ou programa de TV é recomendado para pessoas com mais de 10 anos e pode conter linguagem depreciativa e obscena, ameaças, agressões física ou verbal, insinuação de consumo de drogas.
12 anos Não recomendado para menores de 12 anos O filme e/ou programa de TV é recomendado para pessoas com mais de 12 anos de idade e pode conter nudez velada, insinuação de sexo, linguagem e gesto obsceno, erotismo, exposição de pessoas em situação constrangedora ou degradante, narração detalhada de crime e atos agressivos, agressão física ou verbal (assassinato velado ou maus-tratos de animais, por exemplo), exposição de cadáver, insinuação de consumo de drogas lícita e ilícita.
14 anos
Não recomendado para menores de 14 anos O filme e/ou programa de TV é recomendado para pessoas com mais de 14 anos de idade. Pode conter nudez, relação íntima, linguagem obscena e degradante em excesso, violência (agressão física e verbal, assassinato, tortura e suicídio), consumo de drogas ilícitas, consumo repetido e explícito de drogas lícitas. Não pode iniciar sua exibição antes das 21h00. 16 anos
Não recomendado para menores de 16 anos O filme e/ou programa de TV é proibido para menores de 16 anos de idade. Pode conter relação sexual, nudez e carícias íntimas, violência detalhada (assassinato, agressão física, tortura, estupro, mutilação, abuso sexual), consumo explícito de drogas ilícitas, indução ao uso de drogas. 18 anos
Não recomendado para menores de 18 anos
O filme e/ou programa de TV é proibido para menores de 18 anos. Pode conter sexo explícito, pornografia, violência excessiva (assassinato, tortura, estupro, suicídio, mutilação, exposição detalhada de cadáveres), consumo explícito e repetido de drogas ilícitas. Também é usado para classificar filmes e programas pornográficos.
ER
ER (Especialmente recomendado para crianças e adolescentes) Não contém nenhum conteúdo impróprio, mas seu entendimento será mais fácil para crianças maiores(9-12 anos) e adolescentes.
Quem classificou isto?
Certamente, os órgãos fazem de tudo para orientar o cliente antes da compra, indicando elementos presentes no jogo e até mesmo a faixa etária adequada para certos tipos de game. Contudo, existem momentos em que alguns deslizes passam despercebidos, além de jogos que saem com uma classificação esquisita. Se pararmos para observar, muitos jogos não merecem a classificação estampada em suas embalagens. Um dos casos mais famosos é a série Halo, exclusiva da Microsoft. Jogadores do mundo todo consideram o jogo um game tranquilo por não conter sangue e nem qualquer vestígio de brutalidade (decapitações e desmembramentos) e cenas de sexo. Mesmo assim, o jogo é catalogado como Mature (Maiores de 17 anos). Felizmente, no Brasil, a indicação é 16 anos. Existem dezenas de títulos que se encaixam nesta situação. Para finalizar nosso especial, resolvemos deixar que você indique quais jogos deveriam ser classificados novamente. Não deixe de comentar . E aproveite: este artigo é de classificação livre.
Ele queria ser adolescente, mas acabou sendo chutado
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